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Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
Romanos 5:1
 
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SANSO, O SOL QUE PERDEU O SEU RESPLENDOR. (Sermo)
Tema: ARREPENDIMENTO

SANSO, O SOL QUE PERDEU O SEU RESPLENDOR.

 

 

INTRODUO:

 

Existe um verso de um poeta americano que diz:

Grande a arte de comear, maior a arte de terminar.

 

De fato. Os empreendimentos aos quais nos lanamos na vida (Famlia, estudos, trabalho, etc.), requer grande esforo, dedicao, tempo e investimentos. Porm, eles exigem muito mais aplicao por parte do empeendedor para que o seu fim seja levado a contento.

 

Um bom comeo,  no garantia de um bom final

 

E a vida de Sanso, ilustra bem esta antiga verdade. Ele foi O SOL QUE PERDEU O SEU RESPLENDOR. Apesar do grande brilho do comeo, foi perdendo sua fora at quase se apagar por completo.

 

 

NARRAO:

 

         - O PERODO DOS JUIZES (que d ttulo ao livro), teve o seu incio com a morte de Josu, o grande lder que introduziu o povo de Israel na terra prometida e que dava coeso e direo as doze tribos. Com a sua morte, perdeu-se a unidade nacional e o povo passou a se desviar dos caminhos do Senhor. Duas frases se fazem acompanhar quase todo o livro: Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o Senhor, por isso Ele os entregou nas mos dos (inimigos). O povo se desviava, Deus castigava; o povo se arrependia, Deus levantava um juiz para libert-los.

 

          A frase reaparece em (13.1), e anuncia o castigo de 40 anos de servido aos Filisteus.  Este  o momento em que Sanso, o ltimo dos juizes que foram impulsionados pelo Esprito de Deus, entra em cena. O povo se encontrava aptico (15.11), at mesmo a tribo de Jud, valente e corajosa no tempo de Josu, se curvou perante o domnio  filisteu. Que venceram a Israel na batalha de Apeque e levaram a Arca da Aliana, smbolo maior da presena de Deus, para a casa do seu deus Dagom (1 Sm.4). (Samuel foi um juiz contemporneo de Sanso e julgava em Mispa.).

 

O  NASCIMENTO DE SANSO foi uma interveno divina, pois, aquela que viria a ser sua me era estril. O  Anjo do Senhor lha anunciou o nascimento de um filho que comearia libertar Israel das mos dos filisteus (13.25; 14.4,5), e que ele seria NAZIREU, i.. consagrado ao Senhor, o seu cabelo no deveria ser cortado, pois, seria o smbolo de sua consagrao e o segredo de sua grande fora fsica. Ao  nascer, sua me lhe ps o nome de Sanso, que vem de um termo hebraico e significa PEQUENO SOL. O menino cresceu e Deus o abenoou, e o Espirito passou a instru-lo (13.24s).

 

 APESAR DESTE GRANDE COMEO, sentimos uma profunda tristeza por causa dos eventos posteriores. Sua trajetria foi maculada pela degradao moral e a anarquia de seus dias. Era um homem repleto de contradies inexplicveis: Odiava os Filisteus, porm amava as mulheres deles; era nazireu, mas no tratava com seriedade o seu voto, e em algumas circunstncias no deu a devida glria a Deus; Foi designado para libertar Israel das mos dos filisteus, contudo, terminou os seus dias cego e escravo em um templo pago.     

 

Sanso foi o PEQUENO SOL  que brilhou intensamente, mas que perdeu o seu resplendor.

 

O Senhor Jesus disse: Vs sois a luz do mundo...no se acende uma candeia para coloc-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que esto na casa. Assim brilhe tambm a vossa luz diante dos homens... (Mt.5.14-16); e o Apstolo Paulo escrevendo aos filipenses os advertiu a resplandecerem como luzeiros no mundo, no meio de uma gerao pervertida e corrupta (Fp.2.15).

 

AFIRMAO TEOLGICA:

         Como Sanso, fomos chamados para ser luz; e como ele, corremos o risco de perder o resplendor, ou mesmo de nunca brilhar.

 

FRASE DE TRANSIO:

         Podemos aprender com os acontecimentos e com as atitudes de Sanso, o que pode levar algum a terminar to mau o que comeou to bem. Sanso perdeu o seu resplendor porque:

 

 

 

 

DESENVOLVIMENTO:

 

1 ERA UM HOMEM GOVERNADO PELAS EMOES

 

 

         Embora Sanso fosse um homem instrudo pelo Esprito (13.25), sua vida pareceu sempre ser dominada pela paixo. No estou sugerindo que a proposta de Deus seria uma vida destituda de emoes. Em absoluto! A questo que no haviam evidncias do domnio prprio na sua vida, que um fruto do Esprito. E todo aquele que basear as suas aes e condio nos sentimentos provenientes do corao, que segundo Jr.17.9, enganoso e desesperadamente corrupto, certamente experimentar muitas lgrimas e temores.

 

E um homem governado pelas emoes  torna-se num homem perigoso tanto para si mesmo como para aqueles que esto sua volta. Esta verdade j se encontrava expressa na vida de Caim (Gn.4.5-7), quando lhe descaiu o semblante pelo dio que alimentava contra o prprio irmo, o qual Deus disse que a ele cumpria domin-lo, mas ele no o fez, o que o levou a assassinar a seu irmo. Observem que:

 

         O dio e a vingana passaram a ser o  moto de vida de Sanso:

         (15.7) se assim procedeis, no desistirei enquanto no me vingar

         (15.11) ...como me fizeram a  mim, eu lhes fiz a eles.

 

         Embora essa atitude tenha sido dirigida ao inimigo, elas eram o fruto do seu prprio descontentamento pessoal pelo seu fracasso no matrimnio... O chamado e a misso de Sanso era lutar as Batalhas do Senhor, a fim de libertar o povo de Israel. Porm, o vemos muitas vezes Lutando a Sua Prpria Guerra. As suas aes eram sempre dirigidas sua prpria pessoa:

         Me vingarei...Me fizeram...at a sua orao, j arrependido em (16.28) demonstra essa fraqueza.

        

Um homem que governado pelas emoes no sabe discernir entre o que uma Ira Justa, e uma Vingana Pessoal. Geralmente, para eles O Fim Justifica os Meios. E quando Fazemos em Nome do Senhor, mas no somos conduzidos pelo Senhor, ainda que cheguemos ao fim da misso, a luz comea a perder o seu resplendor.

 

        

2 ERA UM HOMEM QUE LUTAVA SOZINHO ( 15.11,12)

 

         No podemos dizer que as atitudes de Sanso tenha sido desprovidas de sabedoria. No! Ele parece Ter agido de maneira muito sbia durante os vinte anos do juizado. Contudo, provavelmente, o excesso de confiana em si mesmo (Fora fsica), o levou ao isolamento.

 

         Sanso foi um homem que lutou sozinho, quando para cumprir a sua misso, poderia Ter buscado  a ajuda dos seus Irmos. Contudo, vamos assim chamar:  A sua Auto Suficincia, nunca lhe permitiu reunir um exrcito para combater contra os Filisteus. Nem mesmo Gideo, que lutou apenas com 300 homens, no estava sozinho. Os parceiros de luta de Sanso so 300 chacais (raposas) (15.4,5)..., e uma queixada de jumento (15.15)...

 

         Sem dvida, existe um aspecto individual na luta daquele que comissionado (crente): cada um responsvel por seus atos e negligncias diante do chamado de Deus (ningum pode amar por voc; ...pedir perdo em seu lugar;...ir a igreja por voc;...crescer espiritualmente em seu lugar. voc que tem que amar...pedir perdo...). Existe um aspecto individual na luta do crente.

         Contudo, Deus nos trata como corpo. Existe um aspecto corporativo na lida do povo de Deus:

         Nos Dez Mandamentos (Ex.20.5,6): Quando Deus promete abenoar Ele o promete aos Pais e aos seus Descendentes; quando Ele promete amaldioar, Ele o promete aos Pais e aos seus descendentes. 

 

         No Sl.133: A beno ministrada na unio do povo (corpo).

 

         Em 1.Co.12.12... Paulo faz uso da figura do corpo humano para mostra que existe uma ligao orgnica entre aqueles que fazem parte da igreja de Cristo Quando um sofre...

 

         Sanso no compreendeu este aspecto corporativo do chamado de Deus. E isto tirou mais um pouco do seu resplendor. como  diz um certo provrbio popular: Uma brasa fora do braseiro se apaga rapidamente

        

         O cristianismo a religio onde companheirismo, solidariedade e comunho no so acidentes de percurso, mas a essncia de sua construo. De sorte que: Lutar sozinho, no sentir a necessidade do prximo uma nuvem escura que impede o brilho do sol que h em cada um de ns.

3 NO ERA UM HOMEM NTEGRO. (14.8,9;16.1)

 

         Alguns acontecimentos na vida de Sanso nos mostram que a despeito de sua grande fora fsica, ele era espiritual e moralmente fraco. Vrias vezes ele quebrou a aliana com Deus:

 

-         Tocou num cadver (14.8,9) quando a sua consagrao o proibia.

-         Omitiu o fato dos seus pais. No mnimo os desonrou, quebrando o 5 mandamento.

-         Entregou-se a prostituio (16.1).

-         Descobriu o segredo de sua fora para o inimigo (16.17)

 

 A queda geralmente o resultado de um processo...(Tg.1.14) Descresve a queda como tendo o seu incio na cobia do homem, esta ao atra-lo e seduz-lo gera o pecado, e este a morte.

 

  Na vida de Sanso esse processo teve incio quando:

 

-         Sua cobia o levou a habitar  geograficamente na terra do inimigo.

-         O prximo passo foi banalizr, diminuir, menosprezar o valor do sagrado. A, ele j estava habitando espiritualmente na terra do inimigo.

-         O terceiro passo foi abrir mo daquilo que no poderia abrir; negociar o que inegocivel; fazer acordo com o que no tem acordo. Sanso abriu mo da sua integridade (santidade).

 

Seguiu-se a tudo isso a dor, a desonra e a humilhao:

 

-         Habitando cego, escravo e humilhado na casa do inimigo...(16.21)

-         Vendo o nome do seu Deus ser blasfemado: os filisteus davam glrias ao deus Dagom (gros) por Ter ajudado a capturar o inimigo. (16.23).

 

         triste para um servo do Senhor acabar os seus dias assim. Sem brilho, sem resplendor, sofrendo a dor a desonra e a humilhao.

         Pv.28.13 O que encobre as suas transgresses jamais prosperar; mas os que as confessa e as deixa alcanar misericrdia

 

         A falta de integridade rouba o brilho  da luz em ns.

 

- CONCLUSO:

 

 

         Grande a arte de comear, maior a arte de terminar

 

         Desonrado, humilhado, derrotado e servindo de espetculo para aqueles incircuncisos. O que me impressiona que apesar de todos os erros que cometeu, Sanso soube terminar: Houve arrpendimento, e ele pode orar ao Senhor nos ltimos instantes de sua vida (16.28). E o seu nome se encontra na galeria dos heris da f (Hb.11.32).

 

         Talvez voc tenha comeado bem a carreira crist, com muito brilho e resplendor, mas no decurso da caminhada o brilho vem se dissipando; ou quem sabe o sol da vida crist ainda nem brilhou em voc:

 

         (Hb.12.1) Portanto, tambm ns, visto que temos a rodear-nos to nuvem de testemunhas, desembaraando-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverana, a carreira que nos est proposta,

 

         Sanso se tornou testemunha para que eu e voc no tenhamos que esperar o ltimo instante da vida para fazer o que certo.

        

Lembre-se:

         Domnio prprio; Comunho; Santidade e Arrependimento permitem que as nossas vidas se encham do leo do Esprito que as fazem brilhar.   * Tenho este sermo gravado h muito tempo em meus arquivos, no sei quem o seu autor para anunciar seu nome, pelo excelente trabalho. Me ddificou bastante por isso estou compartilhando, na esperana que acontea o mesmo com voc.




Rubens Ribeiro Cirqueira
Presbiteriana Finsocial

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Data de Atualizao: 07/06/2010 - 11:42 h.
 
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