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DOIS CONSTRUTORES: DOIS ALICERCES, DUAS CASAS, DOIS DESTINOS

Tema: A Vida Eterna
André Silvério
Igreja Presbiteriana do Brasil 5306 visitas 79 mensagens 35 votos

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (Mateus 7.24-27)

Construir uma casa é o sonho de muitas pessoas. Alguns, até mesmo, usam o termo “a casa dos meus sonhos”. Mas construir uma casa é muito mais do que levantar paredes, colocar um telhado, portas e janelas. Tudo começa pela o alicerce da casa. Tudo irá depender dele, e de como ele for planejado e executado. Em nossa vida espiritual não é diferente. Jesus, ao contar a história de dois construtores, tratou sobre uma grande verdade espiritual.

Dois Construtores: Dois Alicerces, Duas Casas, Dois Destinos

I. Dois Alicerces

 

O primeiro dos construtores é chamado de o “construtor prudente”. Esse construtor, por ser prudente (cauteloso, precavido), fez o projeto para a construção de uma boa casa. E na hora de construir, ele fez um grande investimento no alicerce. Como se sabe, a base de uma boa casa é um bom alicerce. Ele gastou boa parte de seus recursos (tempo e dinheiro) naquele alicerce. Ele entendeu que para uma casa ser firme, precisava estar construída sobre um bom solo (rochoso), pois nem todo tipo de solo é bom para se construir. Depois de examinar o terreno e analisar o solo, o construtor prudente entendeu que não bastava construir sobre a terra, pois a terra nem sempre é boa. Então, ele passou a cavar fundo a terra, até encontrar rocha firme. Tendo encontrado rocha firme, ele lançou ali o alicerce de sua casa. O construtor prudente não estava preocupado com o tempo e o custo da obra, sua preocupação primordial era ter uma boa, segura e firme construção.

O segundo construtor é chamado de o “construtor insensato”. Esse construtor, por ser insensato (sem bom senso e sem razão), não fez um bom projeto para a construção de uma boa casa. E, na hora de construir, ele não fez o investimento necessário no alicerce. Ele não quis gastar tempo e dinheiro no alicerce. Ele achava que investir demais num alicerce que ninguém nem vê era perda de tempo, jogar dinheiro fora. Aquele construtor insensato não examinou o solo o suficiente, a ponto de perceber que um solo arenoso (fofo, sem firmeza) é péssimo para se construir uma casa, diferente de um solo rochoso. O seu negócio era construir logo, e não ficar perdendo tempo com aquilo que ninguém vê na construção. Ele era um construtor pragmático – o importante era acabar logo, não importava como.

 

II. Duas Casas

O construtor prudente, depois de concluir o alicerce, o que levou boa parte do tempo de sua obra, estava pronto para levantar as paredes. Naquela altura da obra, sabe-se que a coisa caminha muito rapidamente, especialmente quando se usa tijolos grandes, e os construtores são rápidos. Terminadas as paredes, logo foi feito o madeiramento, e o telhado ficou pronto. As janelas foram colocadas, o piso e todo o acabamento necessários estavam terminados. Os móveis chegaram e tudo estava pronto a seu tempo, e a contento.  

Não muito longe da casa do construtor prudente, o construtor insensato, mesmo tendo gasto pouquíssimo tempo e dinheiro no alicerce, pois havia feito as pressas e sem cuidado suficiente, logo começou a levantar as paredes de sua casa. Sua obra também caminhou “de vento em polpa”. As paredes foram rapidamente erguidas, em seguida o telhado foi posto e, enfim, todo o acabamento. A sua casa estava pronta em muito menos tempo do que a casa do construtor prudente. Enquanto aquele ainda estava fazendo o acabamento, este já estava com a casa pronta.

III. Dois Destinos

Em termos de estética e aparência, as duas casas eram iguais em tamanho, formato e conforto. Mas havia uma diferença crucial – o alicerce, e isto, evidentemente, ninguém podia ver. Vejamos os destinos que cada casa teve ao longo do tempo, sabendo que ambas as casas foram construídas próximas a um rio e estavam sujeitas as mesmas circunstâncias.

Certo dia, numa época de fortes chuvas, houve grande temporal naquela região. A chuva, além de ser forte e castigar tudo, era incessante. Era uma chuva constante e de grandes proporções. Tal temporal atingiu a casa do construtor prudente. Chuva forte sobre o telhado, água transbordante do rio, atingindo o alicerce e fortes ventos soprando contra as paredes. Tocada pela grossa chuva, pelas violentas correntezas do rio e pelos fortes ventos, a casa apresentava sinais de que ia ser derrubada, mais cedo ou mais tarde. Uma ou outra telha foram arrancadas, as janelas e portas sacudidas, mas enfim, o temporal passou. Apesar das pequenas avarias, percebeu-se que, após minuciosa avaliação, a casa estava preservada. Sua estrutura e suas paredes estavam intactas. Não havia sinais de rachaduras ou trincados. A tempestade havia passado, a bonança havia chegado.

O mesmo temporal atingiu também a casa de seu vizinho, o construtor insensato. A mesma grossa chuva, as mesmas violentas correntezas e os mesmos fortes ventos atingiram aquela casa. A duração do temporal foi justamente a mesma que atingiu a casa do construtor prudente. A situação foi igual para ambos os construtores. Não havia nada de diferente que pudesse justificar as consequências. Em pouco tempo de temporal a casa estava começando a ruir. A estrutura e a parede estavam rachando. Havia trincos para todos os lados. Um pouco mais de tempo e a casa desabou por inteira. Literalmente, a “casa caiu”. A tempestade passou, mas a bonança não chegou para aquele construtor insensato. Aquela casa, que antes havia sido uma “bela” construção, agora era um monte de ruínas. O sonho foi por “água abaixo”. O investimento foi “levado pelo vento”. Tudo terminou e não restou nada.

 

Para Refletir!

Vimos que havia dois construtores. Um era chamado de o construtor prudente e o outro de o construtor insensato. Ambos construíram uma casa, uma perto da outra. Mas certo dia houve uma grande tempestade naquele lugar. A casa do construtor prudente, apesar de algumas pequenas avarias, continuou em pé, pois nada sofreu na sua estrutura. A outra casa, porém, que era do construtor insensato, caiu, e só restou um monte de ruínas.

Você já parou para pensar porque isso aconteceu? A resposta é bem simples. A diferença estava no alicerce de cada casa. Enquanto o construtor prudente gastou tempo e dinheiro para construir o alicerce sobre a rocha, o construtor insensato não se preocupou com isso. Logo, a diferença crucial e fundamental, de uma casa para outra, não está nas suas paredes e nem no seu conforto, mas no seu alicerce, que é justamente o que ninguém vê. A firmeza e consistência de uma casa estão no seu alicerce. Se você fizer um alicerce da forma correta, então você terá uma boa casa. Mas se você estiver preocupado somente com a beleza, então não espere menos do que a ruína da sua casa.

Mas este texto não foi escrito para dar a você uma aula de edificação ou engenharia. Ele foi escrito para falar de outra verdade, só que espiritual. Foi o próprio Senhor Jesus que contou essa história de forma bem simples, para ilustrar uma verdade tão profunda. Ele estava dizendo que “aquele que ouve as suas palavras e as pratica será comparada a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha”. Diferentemente, “daquele que ouve as suas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia”.

Jesus está falando, na verdade, sobre dois crentes que professaram a sua fé em Jesus e foram batizados. É importante notarmos que ambos “ouvem as palavras”. Ambos são membros da igreja visível. Ambos vão à igreja, lêem a Bíblia, ouvem os sermões, oram, participam das atividades, enfim, têm uma vida cristã. Aparentemente são iguais em tudo. Só vemos as paredes e o telhado de suas vidas, mas o seu alicerce está oculto aos nossos olhos.

Deste modo, a pergunta não é se ouvem os ensinamentos de Cristo, mas se praticam o que ouvem. Apenas uma tempestade vai mostrar isso. Às vezes, será uma tempestade de crises ou calamidade que vai revelar a veracidade da fé, a confiança e a dependência de Cristo. São nas tormentas da vida que os alicerces são revelados. Caso contrário, o dia do juízo o fará.

Cristo não está preocupado se você freqüenta a igreja regularmente, se você lê muito a Bíblia, se você estuda a Bíblia ou se você decora versículos, embora isso tudo seja muito importante. A Sua preocupação, é se você pratica o que aprende e faz o que conhece. O Senhorio de Cristo é uma realidade presente na sua vida? Sobre o que está alicerçada a sua casa espiritual? Você tem construído a sua casa espiritual como um construtor prudente ou como um construtor insensato?

Se você não sabe a resposta ou está indeciso, e se sente desafiado por esta mensagem, então remova agora todo velho alicerce que você já fez e lance um novo alicerce, só que agora, sobre a Rocha Eterna que é o Senhor Jesus, a Rocha da salvação. Nele a sua vida estará segura para sempre. Nele você encontrará segurança real e consolo na aflição. Cristo jamais desampara o seu povo, mesmo naquelas tormentas e tempestades da vida. Confie a sua vida mãos do Salvador, pois Ele sempre tem o melhor para cada um. Se você leu esta mensagem e sente o desejo no coração de entregar a sua vida a Jesus, ore agora: “Senhor Deus, por meio da Sua Palavra, eu compreendi que a minha casa estava a beira da ruína eterna, pois eu não conhecia outra coisa, senão o pecado e o desejo de quebrar a Sua Lei. Mas agora eu desejo recomeçar uma nova casa, da forma correta. Por isso, eu peço perdão pelos meus pecados, e agora eu desejo lançar o alicerce da minha vida espiritual sobre a Rocha que é o Seu Filho Jesus Cristo, pois só nEle a minha casa espiritual encontrará segurança e esperança eterna. Em nome de Jesus. Amém!”

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